Futuro polÃtico de Lolô Fargiani não envolve a Câmara de Mauá
Jornal ABC Repórter
Edição de 15/05/2008
O vereador de Mauá, Lolô Fargiani (PDT), está na disputa para ser o vice na chapa do
pré-candidato a prefeito Francisco Carneiro, o Chiquinho do ZaÃra (PSB), e, portanto avisa que não será candidato a vereador nas eleições deste ano. Nos planos do pedetista está também a intenção de eleger-se deputado federal em 2010. Dessa forma, ele encerra uma carreira de 26 anos na Câmara de Mauá e tentará manter seu grupo polÃtico unido em torno da candidatura de sua mulher, Cida Fargiani, que busca dar seqüência ao seu mandato.
ABC Repórter - O senhor, como outros polÃticos da região, estão pleiteando o cargo de vice na chapa de Chiquinho. O PDT já definiu isso?
Lolô Fargiani - Sim. O partido definiu a minha indicação para o cargo em reunião da executiva.
Repórter - Se isso não der certo qual é o seu futuro polÃtico?
Fargiani - Meu objetivo é, daqui para a frente, lançar minha candidatura a deputado federal para a eleição de 2010. Eu já fui candidato à Câmara Federal duas vezes e esse é um sonho que eu tenho. Deixando o Legislativo do municÃpio, fica mais tranqüilo, vou estar mais livre para fazer esse trabalho.
Repórter - Nesses 26 anos de Câmara o senhor se tornou uma personalidade polÃtica importante na cidade. Como fica essa representatividade na cidade?
Fargiani - Vou lançar a candidatura da minha mulher, Cida Fargiani, que já tem muito conhecimento na polÃtica e o meu nome vai ajudar a elegê-la. Ela sempre trabalhou junto comigo, me acompanhou nesses anos todos; ela também militou nas causas pela saúde e creches, também foi diretora de clube de mães. Ela tem experiência e tem também estilo próprio. Acredito que temos que abrir espaço para outras pessoas, principalmente para as mulheres.
Repórter - Porque o senhor acha que a escolha do vice do Chiquinho está demorando tanto?
Fargiani - Acho que ele está certo em não ter definido o vice ainda. Acho que ele está vendo tudo direitinho para decidir no momento certo. O cargo pode ajudar a atrair mais partidos porque o grupo está bem coeso e unido, mas aguardamos que venham mais legendas porque numa candidatura que tem reais possibilidades de vencer no primeiro turno, todos vão querer estar junto.
Repórter - O senhor não teme ficar sem cargo diante de tantas legendas disputando o posto de vice?
Fargiani - Deixei a questão em aberto, pois sou um polÃtico de grupo. Se não for o favorito, também não vou impedir ou inviabilizar a eleição. Tudo tem que ser definido no consenso.
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