Publicado por: mauanews | 17/07/2008

Debate “sobre perigos” do Rodoanel no ABC

da Revista Livre Mercado – Julho/2008

Os perigos do trecho sul do Rodoanel para o Grande ABC em forma de evasão de indústrias por força de limitações logísticas de acesso a apenas três alças que constam do projeto em execução passaram longe das preocupações dos prefeituráveis que participaram da segunda rodada da Sabatina LivreMercado no Auditório do Centro Empresarial Pereira Barreto, em Santo André. O encontro contou com a coordenação de mesa do jornalista Daniel Lima, diretor-geral da Editora Livre Mercado, e os candidatos Jayme Tortorello, de São Caetano, o deputado estadual José Augusto da Silva Ramos, de Diadema, e o ex-prefeito Oswaldo Dias, de Mauá.

Na abertura, os três candidatos tiveram cinco minutos para se manifestar sobre integração regional, tema guarda-chuva das três rodadas da iniciativa inaugurada em maio com cinco candidatos e pré-candidatos, casos de Aidan Ravin, Raimundo Salles, Alex Manente, Mário Reali e Diniz Lopes. Na rodada do mês passado não compareceram o ex-prefeito de Santo André Newton Brandão e o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira. Luiz Marinho, candidato a prefeito em São Bernardo, vai integrar a mesa de sabatinados em 14 de julho. À última hora a assessoria do ex-ministro da Previdência Social encaminhou comunicado sobre a impossibilidade de comparecimento, por motivo de saúde.

Nem se tivessem combinado, os três sabatinados seriam tão semelhantes nas respostas. Primeiro a discorrer sobre possíveis riscos do Rodoanel que colocará o Grande ABC do outro lado da Região Metropolitana e ainda mais próximo da Baixada Santista, Oswaldo Dias foi enfático: “Teremos mais fixação das empresas na região”. Mas fez a ressalva de que a infra-estrutura viária em Mauá, um dos três pontos de acesso ao trecho sul, precisa ser vigorosamente observada — inclusive com a extensão da Estrada Jacu-Pêssego — sob pena de estrangulamento logístico.

Oswaldo Dias também lembrou que duas semanas antes de eclodir a primeira greve dos metalúrgicos em 1978, na Scania, foi demitido de uma metalúrgica por ter se sindicalizado. Daí virou professor. E indagou: “O (Paulo) Maluf disse que estava saindo do ABC um presidente da República que representava a elite dos trabalhadores, mas é esse mesmo presidente que está promovendo a maior distribuição de renda no Brasil” — partidarizou o candidato à Prefeitura de Mauá. Ele criticou os chineses como transgressores do capitalismo moderno, por não respeitarem diretrizes de liberdade sindical. Não deixou de citar a atuação do então sindicalista Luiz Marinho que contribuiu para evitar novas retiradas de empresas. Embora não explicitasse, referiu-se especificamente à Volkswagen de São Bernardo.


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