Publicado por: mauanews | 06/11/2008
Leonel Damo não deve suspender pagamento da Home Care
|
|
Leonel Damo não deve suspender pagamento da Home Care |
|
| |
|
|
| |
por Karen Marchetti – Jornal ABCD Maior |
|
| |
. |
|
| |
O prefeito de Mauá, Leonel Damo (PV) não vai abrir sindicância e nem suspender o pagamento da dívida de mais de R$ 4 milhões com a Home Care, empresa investigada na Operação Parasitas, que apura suposto esquema de desvio de dinheiro público em licitações para a compra de remédios e equipamentos médicos. A atitude difere da assumida pela Prefeitura de Santo André, que suspendeu temporariamente contrato semelhante.A Home Care é suspeita de integrar uma rede de fraudes de licitações que atinge diversas cidades brasileiras, entre as prefeituras que mantém negócios com a rede estão também as de São Bernardo e de São Caetano.
O anúncio foi feito pelo secretário de Finanças, José Francisco Jacinto. “O prefeito não definiu se vai abrir algum processo para fazer uma sindicância, mas quero crer que isso deve acontecer na Secretaria de Saúde, que gerencia o contrato, participou e acompanhou o contrato desde a licitação”, explicou Jacinto.
O chefe da Pasta disse que a regularização financeira com a Home Care está no cronograma de pagamento da Prefeitura. De acordo com Jacinto, o pagamento só será suspenso se Damo resolver abrir uma sindicância.
“Não temos mais contrato com a empresa, mas vamos pagar o que devemos. O prefeito não se posicionou e estamos na expectativa disso. Se chegar no prazo e o prefeito não tomar nenhuma providencia, vamos efetuar o pagamento normalmente”, acrescentou.
A Home Care, além de ser responsável pelo abastecimento de medicamentos da rede municipal de saúde em Mauá, também fazia o gerenciamento e a distribuição dos medicamentos, o que pode aumentar ainda mais falta de controle no fornecimento de medicamentos à rede pública. Jacinto disse que a empresa era responsável por uma prestação de um serviço diferenciada na cidade.
“A Home Care tinha um contrato diferente , a empresa gerenciava o estoque de medicamentos. Mas acredito que a Secretaria de Saúde tem e tinha a obrigação de conferir as notas, porque é para lá que é emitida. Pode até ser que pela forma de contrato seria interessante abrir um inquérito para investigar”, disse Jacinto ao responsabilizar a Secretária de Saúde pela fiscalização do contrato.
Jacinto acredita que se for preciso a Administração não terá nenhum problema na Justiça para comprovar que não houve nenhuma irregularidade na contratação da Home Care. “Na minha opinião particular, não é porque houve fraude em uma outras cidades que aconteceu em Mauá. Cada cidade tem uma metodologia de licitação. Quero crer que tudo aconteceu dentro da normalidade”, concluiu o secretário.
|
|
| |
|
|
| |
|
|