Publicado por: mauanews | 18/12/2008
Articulação Regional Sofre com Falta de Liderança Forte
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Articulação Regional Sofre com Falta de Liderança Forte |
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por Karen Marchetti – Jornal ABCD Maior |
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Eleger oito deputados estaduais para representar o ABCD foi um recorde batido em 1994, quando o grupo de parlamentares foi eleito para formar a bancada da Região na Assembléia (para o mandato 1995-1998) e passou a legislar em conjunto para solucionar problemas das sete cidades. Hoje, mesmo com um representante a mais, o grupo perdeu a força e a falta de articulação política atrapalha qualquer tentativa de projeto em conjunto.Na avaliação de especialistas entrevistados pelo ABCD MAIOR, a carência de articulação é o que provoca a falta de articulação do trabalho em conjunto do grupo formado por Ana do Carmo (PT), Vanderlei Siraque (PT), Vanessa Damo (PV), Alex Manente (PPS), Donisete Braga (PT), Pastor José Bittencourt (PDT), Mário Reali (PT), José Augusto da Silva Ramos (PSDB) e Orlando Morando (PSDB).
Para o professor de Ciências Políticas da Fundação Santo André, Marco Antonio Carvalho Teixeira, a ausência de articulação é um retrocesso. “Foi um retrocesso para o ABCD perder a articulação na Assembléia. Tanto a população, como as autoridades deixaram de pensar de maneira regional e trabalham individualmente. A Região precisa voltar a se enxergar como Região”, disse.
O cientista político ainda ressaltou que muitos deputados estaduais são adversários políticos. “Isso dificulta para que eles se sentem na mesma mesa e esqueçam as diferenças pessoais para debater as prioridades”, lembrou Teixeira.
O ex-deputado federal e estadual, Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho (PT), que participou da bancada da Região à época, disse que havia um movimento social latente, o que impulsionou os deputados a criarem uma bancada para debater as prioridades. “Naquele momento, o Consórcio e o Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002) cumpriram um papel fundamental. Tornou-se um hábito sentar para conversar sobre o ABCD”, explicou o professor Luizinho.
O deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) reconhece que a bancada regional está desarticulada e credita a desunião à falta de apoio do Consórcio Intermunicipal e dos Executivos que, de acordo com ele, não são receptivos às propostas regionais.
“O Consórcio deve fazer essa discussão com os deputados. O Estado não tem que atender os municípios individualmente e sim as regiões. A necessidade do hospital estadual, enchentes e metrô devem ser discutidos em conjunto porque atendem todo o ABCD”, avaliou Siraque.
Futuro – O deputado estadual, Mário Reali (PT) que deixará a Assembléia para ser prefeito de Diadema a partir de janeiro, disse que vai cobrar do Consórcio a articulação política com os parlamentares.
“Vou colocar um desafio importante: aperfeiçoar a articulação regional. No papel de prefeito vou lutar no Consórcio para que a bancada seja valorizada e que possamos ter um planejamento estratégico colocando-o em prática no Orçamento do Estado”, concluiu Reali.
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