Moradores de Paranapiacaba terão que reformar casas
por Vanessa Selicani – Jornal ABCD Maior
Os cerca de 40 moradores da parte baixa de Paranapiacaba que pagam aluguel para a Subprefeitura terão de reformar os imóveis para continuar no local. De acordo com o subprefeito, Eduardo Sélio Mendes Júnior, a exigência será incluída nas clausulas dos contratos que começam a ser renegociados neste semestre.
“As casas têm um padrão que deve ser mantido. Essas casas são da Prefeitura, precisam ser conservadas. Tudo é patrimônio público, temos de buscar um meio termo com as famílias”, explicou. Para o subprefeito, 60% das casas estão bem conservadas. Ele não acredita que a exigência de reformas aumentará a inadimplência entre os moradores.
Eduardo garantiu ainda que manterá a política de desapropriações de quem não pagar pelos aluguéis, realizada pela administração passada e alvo de críticas dos moradores. De acordo com a Subprefeitura, 11 imóveis foram ocupados ilegalmente e os moradores terão de sair, sem possibilidade de negociação.
A nova administração quer ainda reformular o turismo na vila histórica. Eduardo disse que os comerciantes não cobram o preço justo pelas mercadorias vendidas aos turistas. “Eles (comerciantes) cobram valores muito abaixo do praticado em outros lugares. A lata de refrigerante é R$ 2 e o prato de comida, R$ 8. Não podemos servir só marmitex para os turistas”, explicou.
O novo subprefeito anunciou a retomada do projeto para um novo Pronto Atendimento na parte baixa de Paranapiacaba, no valor de R$ 500 mil. O primeiro projeto foi recusado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) por não se enquadrar nos padrões arquitetônicos do local.
O subprefeito negocia ainda a reabertura do estacionamento Dallanese, de propriedade particular, que atende os turistas na época do Festival de Inverno. Caso os proprietários não concordem em trabalhar novamente no espaço, a Subprfeitura já tem uma área na SP-122 para utilizar, com autorização ambiental para funcionar.
Paranapiacaba deve ganhar ainda novos postes de iluminação para que problemas como o blecaute na edição do ano passado do festival não ocorra. O grande empecilho para a substituição dos fios é o valor da obra, R$ 1,5 milhão. O orçamento anual da Subprefeitura é de R$ 2 milhões.